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domingo, 9 de agosto de 2026

CONHECENDO-NOS

 


Descobrimos coisas importantes todos os dias e as esquecemos quase que imediatamente porque, naquele momento, não nos parece tão importantes. Não prestamos a devida atenção a elas porque estamos muito interessados em sobreviver.

“É quando deixamos apenas a nossa mente nos comandar”.

Nesta busca constante pela sobrevivência, esquecemo-nos de viver e estas coisas importantes às quais me refiro, fazem parte da vivência e não da sobrevivência.

Mas como tudo que Deus faz é perfeito, parte da nossa mente guarda o que descobrimos durante nossa existência, em caixinhas lacradas.

Mas estas descobertas que fazemos tem vida própria e ficam latejando dentro das caixinhas, batendo, como nosso coração dentro do peito, esperando o dia em que serão libertadas.

É sempre assim. Captamos um número infinito de informações e as deixamos guardadas, lacradas dentro de nós por tempo indefinido, para descobrirmos o seu significado somente quando elas já não suportam mais ficarem presas e começam a bater cada vez com mais força de dentro das caixinhas e aquelas batidinhas antes tão fraquinhas as quais não dávamos muita importância, tornam-se mais fortes e mais fortes ansiosas que estão por liberdade.

E começamos a senti-las latejando, não só mais em nossa mente, mas dentro do nosso peito.

Começamos a sentir algo dentro de nós querendo se libertar e não sabemos o que é.

Interpretamos nas mais diversas formas as quais “os sábios” modernos nos ensinam.

Problemas de coração, sistemas nervoso abalado, depressão, tédio, ansiedade, insatisfação (sabemos que estamos insatisfeitos, mas muitas vezes não sabemos exatamente com o quê).

E assim vamos deixando a vida passar sem perceber o tesouro inestimável que temos guardado dentro nós, lutando por fazer parte deste mundo através de uma luz divina que é a nossa vida.

Então resolvemos libertá-las em momentos que somos tocados, não em nossa mente, mas em nosso coração.

Estes momentos são aqueles, “raros”, que decidimos olhar para dentro de nós e sermos honestos, pelo menos com nós mesmos e o que vemos não nos agrada muito.

Descobrimos que aprendemos desde a nossa tenra idade que, para a nossa necessária sobrevivência, é preciso não deixar nunca que descubram quem somos de verdade.

Dizem, é para nos protegermos contra aqueles que querem nos magoar.

Então tudo o que descobrimos ao longo de nossa tão enriquecida existência, o que analisamos com a razão e adquirimos como nossa opinião, será a personalidade que apresentaremos ao mundo. “Isto se chama conhecimento”.

E o que analisarmos com o coração, guardaremos nas caixinhas lacradas dentro dele mesmo para que ninguém os descubra e quem sabe, nos roube.

Muitas vezes estes momentos nos parecem insignificantes diante da descoberta de coisas tão importantes.

E para nossa total surpresa, percebemos que todas estas brilhantes descobertas estavam dentro de nós, claras como o dia, iluminadas como o sol e não conseguíamos entendê-las. Porque elas não queriam ser apenas entendidas, mas visualizadas com os olhos da alma. E isso só se consegue quando deixamos o nosso coração, não nos comandar, mas apenas “Nos guiar pelo luminoso caminho do amor”.

E quando deixamos estas caixinhas se abrirem e deixamos o que guardamos lá dentro fluírem de dentro de nós, sem medo de descobrirmos quem somos e os partilhamos com o mundo, (isto é claro, temos que descobrir por nós mesmos, no nosso momento especial, o qual todos somos presenteados pelo poder divino), “Isto chama-se sabedoria”.


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