Descobrimos
coisas importantes todos os dias e as esquecemos quase que imediatamente
porque, naquele momento, não nos parece tão importantes. Não prestamos a devida
atenção a elas porque estamos muito interessados em sobreviver.
“É quando
deixamos apenas a nossa mente nos comandar”.
Nesta busca
constante pela sobrevivência, esquecemo-nos de viver e estas coisas
importantes às quais me refiro, fazem parte da vivência e não da sobrevivência.
Mas como tudo que
Deus faz é perfeito, parte da nossa mente guarda o que descobrimos durante
nossa existência, em caixinhas lacradas.
Mas estas descobertas que fazemos tem vida própria e ficam latejando dentro das caixinhas, batendo, como nosso coração dentro do peito, esperando o dia em que serão libertadas.
É sempre assim. Captamos um número infinito de informações e as deixamos guardadas, lacradas dentro de nós por tempo indefinido, para descobrirmos o seu significado somente quando elas já não suportam mais ficarem presas e começam a bater cada vez com mais força de dentro das caixinhas e aquelas batidinhas antes tão fraquinhas as quais não dávamos muita importância, tornam-se mais fortes e mais fortes ansiosas que estão por liberdade.
E começamos a
senti-las latejando, não só mais em nossa mente, mas dentro do nosso peito.
Começamos a sentir algo dentro de nós querendo se libertar e não sabemos o que é.
Interpretamos nas mais diversas formas as quais “os sábios” modernos nos ensinam.
Problemas de
coração, sistemas nervoso abalado, depressão, tédio, ansiedade, insatisfação
(sabemos que estamos insatisfeitos, mas muitas vezes não sabemos exatamente com
o quê).
E assim vamos deixando a vida passar sem perceber o tesouro inestimável que temos guardado dentro nós, lutando por fazer parte deste mundo através de uma luz divina que é a nossa vida.
Então resolvemos libertá-las em momentos que somos tocados, não em nossa mente, mas em nosso coração.
Estes momentos
são aqueles, “raros”, que decidimos olhar para dentro de nós e sermos honestos,
pelo menos com nós mesmos e o que vemos não nos agrada muito.
Descobrimos que
aprendemos desde a nossa tenra idade que, para a nossa necessária
sobrevivência, é preciso não deixar nunca que descubram quem somos de verdade.
Dizem, é para nos
protegermos contra aqueles que querem nos magoar.
Então tudo o que
descobrimos ao longo de nossa tão enriquecida existência, o que analisamos com
a razão e adquirimos como nossa opinião, será a personalidade que
apresentaremos ao mundo. “Isto se chama conhecimento”.
E o que
analisarmos com o coração, guardaremos nas caixinhas lacradas dentro dele mesmo
para que ninguém os descubra e quem sabe, nos roube.
Muitas vezes
estes momentos nos parecem insignificantes diante da descoberta de coisas tão
importantes.
E para nossa
total surpresa, percebemos que todas estas brilhantes descobertas estavam
dentro de nós, claras como o dia, iluminadas como o sol e não conseguíamos
entendê-las. Porque elas não queriam ser apenas entendidas, mas visualizadas
com os olhos da alma. E isso só se consegue quando deixamos o nosso coração,
não nos comandar, mas apenas “Nos guiar pelo luminoso caminho do amor”.
E quando deixamos
estas caixinhas se abrirem e deixamos o que guardamos lá dentro fluírem de
dentro de nós, sem medo de descobrirmos quem somos e os partilhamos com o
mundo, (isto é claro, temos que descobrir por nós mesmos, no nosso momento
especial, o qual todos somos presenteados pelo poder divino), “Isto chama-se
sabedoria”.
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