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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

ENCONTREI O MEU AMOR

Poema escrito por alguém que desencarnou e encontrou o seu amor em um plano mais denso onde denomina-se umbral.


Passei grandes momentos ao lado de meu amor.

Caminhávamos, de mãos dadas,

ouvindo o som de toda a natureza.

Conversávamos enquanto

olhávamo-nos nos olhos

e víamos sempre a nós mesmos,

refletido no outro.

Grande foi a minha felicidade ao reencontrá-lo.

Foi um dia de muita chuva onde ele vivia.

Fui entrando de mansinho a procurá-lo.

Disseram-me que lá ele se encontrava.

Era um lugar sombrio e naquele dia,

mais parecida noite,

pois o sol há muito havia se escondido.

Ansiosa fui procurando-o.

Olhava em todos os rostos,

tão sofridos e endurecidos.

Corria o olhar à procura de meu doce

e inesquecível amor.

Procurei, procurei, procurei.

Até que parei num lugar e, me ajoelhando,

implorei a Deus que me ajudasse a encontrá-lo.

Senti uma imensa paz

e tranquilidade dentro de mim.

Tive certeza de que seria atendida.

Levantei os olhos, os quais havia abaixado,

chorando que estava

quando o desespero me abateu.

Neste momento eu o vi.

Ele estava sentado em uma grande pedra.

Afastado do caminho que eu havia trilhado.

Levantei-me e dele me aproximei.

Não contive a grande emoção e

lágrimas inundaram o meu rosto

e igualmente meu coração.

A alegria de vê-lo comparava-se

a tristeza de presenciar o sofrimento do meu amor.

Quantas saudades senti!

Quanto havia sonhado com este momento.

Desde que voltei ao meu lar,

sonhava em encontrá-lo.

Sabia que afastado de mim ele estava

e permaneceria até quando, não sabia.

Concordei em aguardar o momento certo,

o qual eu poderia ajudá-lo com toda a certeza.

Agora havia chegado o grande momento.

Lá estava ele.

Sentado, cabeça baixa,

senti-o imensamente angustiado.

Pobre amor.

Há muito ele havia voltado para o seu lar.

Infelizmente para um lar muito triste.

O lar daqueles que não conseguem prosseguir

em sua caminhada na terra,

até que o Pai nos leve para junto dele.

Quanto sofria, eu o sentia!

Aproximando-me, toquei-o no ombro.

Ele levantou a cabeça

e parecia não me reconhecer.

Minhas lágrimas tornaram-se mais abundantes.

Ele continuou me olhando e eu pedi:

- Amor, olhe para mim. Não me reconhece?

Ele olhou-me e olhou-me

e voltou a abaixar a cabeça.

Ajoelhei-me aos seus pés, pegando-lhe as mãos.

Elas estavam tão frias. Senti-as inertes.

Ele estava como eu, mas eu me sentia mais viva.

Decidi que o faria ficar tão vivo quanto eu.

Comecei a lhe falar palavras de carinho

e beijei-lhe as mãos.

Lágrimas começaram a rolar de seus olhos,

mas eles continuavam a olhar o infinito.

Sentei-me perto dele e o abracei.

Ele começa então a soluçar.

Meu coração alegrou-se.

Estava conseguindo me comunicar.

Aos poucos ele foi ficando mais aquecido

e o tremor que havia notado antes,

em seu corpo frágil,

agora desaparecia ao toque de minhas mãos.

Choramos juntos. Abraçamo-nos.

Nenhuma palavra mais foi pronunciada.

Havíamos nos encontrado.

Envolvi-o no calor do meu corpo e

levei-o para o nosso lar.

Aquele que estava preparando para nós dois,

durante os últimos meses.

Cuidei dele com todo o amor,

que um dia havia reprimido.

Ele foi recuperando-se aos poucos.

E eu fui a fiel companheira que um dia ansiei ser.

Juntos agora estamos. Sempre. Inseparáveis.

Nos amamos, passeamos e aprendemos muito.

Todos os dias.

Buscamos juntos,

aprender com nossos erros passados.

Sei que a vida nos reserva mais uma vez,

a saudade necessária para crescermos

o tanto que nos recusamos a crescer

em nossa última existência juntos.

Agora teremos que fazer isto separados.

Mas enquanto esperamos,

continuamos a nos amar.

E a passear de mãos dadas.

E assim guardaremos estas lembranças

dentro de nossos corações.

Elas serão o nosso alimento secreto

para nos nutrir quando novamente o desespero

nos visitar e sentirmo-nos frágeis

para continuar nossa caminhada.

Estas lembranças,

que estarão guardadas dentro de nossa alma,

nos darão forças para prosseguirmos

e da próxima vez,

rogamos a Deus, não mais falhar.

E no futuro com certeza

ficaremos juntos novamente,

para nunca mais dizer adeus.


DO LIVRO: AMOR, IDIOMA UNIVERSAL.


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