As florestas não param de
crescer. As árvores que já atingiram sua altura máxima, mesmo depois de séculos
de vida, continuam a germinar espalhando suas sementes. Novas folhas nascem
quando doenças as atingem e até conseguem doar brotos sem as pragas. Elas não
param de crescer e se expandir. Abrigam todas as espécies de vida dando-lhes
proteção, alimento e cura.
Assim como elas, não paramos de crescer e quando atingimos
a altura máxima, também continuamos a crescer, pois os ensinamentos pelos quais
viemos renascer, continuam a nos informar sobre novos conhecimentos. Nós também
devemos como as florestas, distribuir nossos frutos. Quando estamos doentes
também podemos gerar novos brotos porque tudo o que guardamos dentro de nós,
frutos de nossos aprendizados, podemos oferecer ao próximo para fortalecê-los e
ajudá-los em suas caminhadas, como outros também nos doaram o que aprenderam.
Não importa a idade em que nos encontremos nem o estado em que estivermos,
podemos doar proteção aos desamparados em forma de amor, abrigo e justiça,
alimentos aos que tem fome em forma de alimentos para o corpo, conhecimentos
para a mente, sabedoria para a alma e cura para o corpo e para o espírito.
Os rios não param de se
movimentar. Estão sempre levando tudo embora e suas águas nunca são as mesmas
no mesmo lugar. Eles levam a vida para terras áridas e sem vida. Matam a sede
dos animais e de viajantes sedentos. Suas águas correm renovando sempre.
Nós também não paramos nunca. Ao respirarmos estamos
constantemente nos renovando e nos tornamos parte de um todo através do
oxigênio. Embora muitas vezes temos a sensação de estarmos estacionados, que
nossa vida parou, continuamos nos movimentando e fazendo de nossas vidas uma
eterna energia que nunca para. Produzimos sempre, por menor que nos pareça o
fruto de nossos trabalhos. Estamos sempre criando formas e dando vida e cores a
estas formas. Um copo de água é o que mais podemos doar sempre. Matar a sede do
corpo e matar a sede da alma, são formas igualmente necessárias em nossa vida.
E sempre procuramos por renovação. Quanto mais tempo nos sentimos estacionados,
mais renovação nosso espírito pede.
O mar está em constante movimento. Às vezes calmo e sereno,
outras vezes agitado e revolto. Guarda nas suas profundezas mistérios ainda não
conhecidos pelo homem. Permite que o homem navegue em suas águas e embala seus
corpos levando-o para seu interior e trazendo-o de volta, como faz com todo o
lixo criado pelo homem e descarregado nele, suas águas trazem novamente de
volta devolvendo nas praias.
Nós também estamos em constante movimento. Ora irritados e
intratáveis, ora tranquilos e amorosos. Nosso humor está sempre em movimento.
A maior parte de nosso corpo é composta de água, então
sentimos mais as reações da água do que da terra. Temos nossos mistérios
interiores que nem mesmo nós os conhecemos. Ainda. Temos um alerta interior que
nos permite saber, quando nos permitimos ouvi-lo e senti-lo, quando podemos
permitir o acesso da energia de alguém penetrando em nossa aura, deixando que
esta energia se farte daquilo que estamos doando e quando devemos expulsar esta
mesma energia quando ela nos é maléfica. Mesmo sem perceber, temos a tendência
a aceitar o que nos é doado com amor e o que nos é empurrado como lixo. Mas
também expelimos este lixo quando não o queremos mais, quando deixamos de
sintonizar com ele.
Nos desertos o sol é forte durante o dia (yang) e a noite o
frio também é intenso (yin). Suas tempestades de areia não permitem que elas
permaneçam por muito tempo no mesmo lugar. As plantas encontradas contém a água
para matar a sede dos que estão perdidos e sedentos. Os Oasis são pequenos
locais onde se encontram água e frutas para saciar a sede e a fome. Dizem serem
difíceis de encontrar, mas quem os encontra sentem vontade de não mais saírem
de lá.
Estamos constantemente procurando encontrar no nosso
interior o equilíbrio entre os pensamentos (yang) e as emoções (yin). Estas
duas polaridades podem encontrar o centramento dentro de nós. Continuamos em
movimento, sejam pequenas passadas (sopro de vento) ou grandes pulos
(tempestades de areia). As tempestades no nosso interior acontecem para que
continuemos a nos movimentar e não nos acostumemos às situações já vividas e
repetidas e darmos atenção a aprendizados atualizados de acordo com o momento
em que estamos vivendo. Encontramos dentro de nós pequenas fontes que matam a
nossa sede de afeto, conhecimento e coragem. E quando descobrimos que temos
tudo o que precisamos dentro de nós mesmos, nos acostumamos com a nossa
companhia e aprendemos a apreciá-la amando-a e respeitando-a sempre. Apreciamos
a companhia alheia, mas nos sentimos plenos estando somente com a nossa.
(Oasis)
CACHOEIRAS
As cachoeiras são águas num movimento mais rápido e
constante. Sua força lapida as pedras mais ásperas que encontra. Depois que
suas águas caem com toda a velocidade e força, elas podem planar com
serenidade.
Quando passamos por tantas e tantas experiências e
aprendizados, na maioria das vezes dolorosos, aprendemos a entender tudo com
mais clareza e rapidez. Nossas mágoas, tristezas e desilusões vêm e vão
rapidamente porque conseguimos sabedoria suficiente para entendermos que tudo
são apenas emoções que temos que tornar passageiras, se quisermos continuar
nossa caminhada ou ficarmos estacionados sofrendo e lutando pela libertação
destes sofrimentos, até quando aceitamos expelir nosso orgulho e teimosia para
bem longe de nós. Aos poucos, quando vamos conseguindo isso, também vamos
deixando que a serenidade nos embale.
Batemos com força muitas vezes naqueles que nos acompanham,
para em seguida outras tantas vezes, tentarmos apagar a violência dos atos ou
palavras, com leveza e carinho.
São águas serenas, escuras, silenciosas e misteriosas. São
águas nem sempre muito procuradas, mas apreciadas por aqueles que gostam da sua
calmaria para meditar. Guardam no seu fundo pequenas peças perdidas e vidas de
seres muitas vezes descuidados, mas apreciadores de suas águas. Misteriosas
magias são feitas e entregue a estas águas através de séculos e séculos.
Quando a sabedoria começa a fazer parte constante e
permanente de nossas vidas, começamos a ficar mais atentos no presente e nos
parecemos com as águas tranquilas e serenas dos lagos, guardando nossos
mistérios para usá-los com sabedoria nos momentos mais adequados.
Ou também silenciamos para ocultar o que se passa no nosso
mais profundo interior e aguardamos aqueles que sabem ouvir o silêncio sem
invadir nem machucar.
MONTANHAS
As montanhas protegem as cidades criando lindos vales com
suas vegetações repletas de vidas e pulsando energias as mais variadas.
As montanhas oferecem aventuras aos mais ousados que vivem
para escalar seus corpos repletos de perigos com a intenção de alcançarem seus
picos e visualizarem toda a beleza existente abaixo delas. Suas cavernas
abrigam animais na atualidade como abrigaram homens e mulheres em suas
primeiras formas humanas.
No interior das montanhas existem muitos mistérios que o
homem ainda não conseguiu decifrar, mas que permanecerão intactos até que seja
necessário para a permanência da vida na terra. Estes mistérios são decifrados
por homens persistentes em obter conhecimentos para sua alma.
Nós também sabemos proteger e embalar vidas. Como as
montanhas somos resistentes e guardamos dentro de nós, muitos mistérios que
precisam ser revelados para nós mesmos, para que consigamos nos conhecer mais
profundamente. Guardamos segredos desde que fomos criados como luzes que
iluminariam os vários planetas que reencarnaríamos e concordamos em expor
nossos conhecimentos àqueles que sabem explorá-los com respeito e sabedoria.
ATENDIMENTO E CURSOS
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De segunda a sábado das 9:00 as 20:00 horas.
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