Há muito tempo atrás a vida misturava-se em meio à dureza do mineral.
Ela não se reconhecia porque Deus a colocou no mundo para que pudesse entender
a grandiosidade de sua obra e assim pudesse cuidar dela.
Ao primeiro contato com a matéria a vida se endureceu e permaneceu por
um longo período, estática, para que sentisse onde estava.
Acostumada que estava à liberdade, não entendia agora a sua nova forma.
Para que a dissociação acontecesse,
ou seja, para que ela começasse a reagir para os seus primeiros
reconhecimentos, foi preciso que fosse mudada a sua forma. Já havia adquirido
suficiente autonomia doando a natureza àquilo que lhe fora pedido.
Vencendo o receio naturalmente, a porta para o entendimento de si
começava suas primeiras aberturas.
A primeira fresta estava visível. Ao transformar-se em vegetal, continua
a ter partes mais duras, não tão resistentes quanto o metal, mas um pouco mais
maleáveis. Suas folhas, flores e frutos dão-lhe a consciência do vento que a
sacode e espalha suas células verdes que flutuando suavemente, a prepara para o
adeus que ainda não consegue se formar como ato.
Suas flores lhe indicam a forma da beleza, da cor e do perfume.
A visão e o olfato dão os seus primeiros suspiros.
A garantia de sua continuação se dá na potência de sua vida espalhada
pelo planeta.
Os outros elementos a aconchegam criando as primeiras luzes que um dia
despertará o valor de um lar. Ao ser arrancada e explorada para fins
desconhecidos por ela, sofre sem saber o que seja aquela dor em forma de perda
que lhe diz: "Acabou por agora".
Continua a vir e ir sem a consciência de si, apenas das suas vidas.
Um dia em nova forma desperta.
Estivera adormecida e sonhara?
Necessidades e anseios novos se formam em seu ser.
Já pode locomover-se e nota que já não mais sente os braços da mãe terra
a envolvê-la. No lugar, sensações do aconchego de seres iguais a si despertam
mais alguns sintomas do chamado amor.
A ternura da brincadeira com os pais mistura-se a necessidade da casa
para a própria sobrevivência. Mas agora já pode proteger a si de predadores que
antes a picavam, mordiam, arrancavam partes de seu corpo ou a matavam, sem que
nada pudesse fazer. Agora duas ou quatro patas, às vezes mais, embora minúsculas,
ou asas, ou nadadeiras, dão-lhes a destreza para se proteger porque algo que
não sabe o que é lhe diz que corre perigo, mesmo que também não saiba o que
isto significa.
Mas também lhes são dados os meios de locomoção e a vida começa a ter os
primeiros vislumbres de si, de individualidade, embora com a visão distorcida
diante da visão do homem. Este reino animal dá a vida à visão panorâmica a sua
volta e outros horizontes se abrem ao seu redor.
Nasce o carinho materno e a defesa dos filhotes.
O sabor pela vida tem os seus primeiros acordes e logo, passando de uma
espécie a outra, a criatura ganha suas primeiras visões da sua próxima forma
evolutiva: o homem.
E é neste contato animal-homem que surgem alguns princípios que
despertam tanto o animal quanto o homem: a lealdade, o respeito, o
companheirismo, a confiança, o amor entre raças tão diferentes, mas tão
próximas.
Ao chegar à forma hominal, a vida necessita restabelecer o contato com
tudo o que está guardado dentro de si, desde a sua primeira forma de vida.
O mineral: a inércia na meditação trará a consciência de si. Hoje como
homem a vida já tem consciência da sua individualidade. Precisa apenas
acreditar nela e conseguirá isso se igualando novamente. Isto necessita de
concentração na atual circunstância porque, ao adquirir o raciocínio o ser
perde-se em suas descobertas. À volta ao ciclo da vida lhe dará consciência da
totalidade que encontrando dentro de si, encontrará em tudo e em todos.
Voltando onde nada sabia é onde encontrará suas respostas.
O vegetal: primeiros acordes soam e é através da natureza que encontrará
o conhecimento de si e sua cura.
Despertará os sentidos físicos.
A visão, ao olhar com profundidade a natureza.
O olfato ao sentir tão variados aromas que lhe darão a certeza de que é
parte de tudo aquilo, seja como lhe parecer.
O paladar ao provar, saborear e se nutrir de tudo o que um dia foi seu
corpo.
A audição ao ouvir o som silencioso de que a natureza é possuidora e
aprender os seus segredos que serão abertos apenas àqueles que estiverem em
perfeita harmonia com ela.
O tato que fará uma completa união com estas almas em diferentes
estágios no aprendizado a que se propuseram na Terra.
O animal: a intuição, que estará despertando quando esta união se
concretizar e o amor tornar-se-ão o fruto que se espalhará e assim a ligação
plena com o criador se dará. Novamente?
GABRIEL - MENTOR DO CAMINHO DE LUZ
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