Quando o espírito desencarna, ele começa uma nova
antiga vida. Nova porque é uma vida diferente da que ele levava enquanto no
corpo físico, antiga porque ele já voltou para a vida espiritual muitas vezes.
Quando
a reencarnação foi vivida com sabedoria, com os olhos abertos para a verdade da
alma, com responsabilidade, disposição e húmildade para aprender e ensinar com
amor, o reencontro com antigos companheiros é vivido com alegria e a certeza de
que tudo valeu a pena. É sentido a leveza da felicidade plena. Sim, a volta
para casa é esperada por aqueles que amam os que necessitaram da viagem a Terra
para novos aprendizados e um salto em direção a expansão da consciência que
muitos chamam de evolução.
Mas
quando o tempo na amada Terra é vivido cultivando o descaso com o corpo físico
e espiritual, deixando que o orgulho, a ganância, o preconceito, a
intolerância, a luxúria, o egoísmo comandem a vida, caindo nos abismos da vida
ilusória e passageira, este encontro aguardado pelos que esperam e pelo próprio
espírito que passa a vida sentindo as vezes, ou sempre, um vazio sem nome, é
adiado e dores incontáveis, fruto do que se plantou ao longo da existência
terrena, é vivenciado por tempo
indeterminado até que o cansaço demasiado chega e um pedido de ajuda é
exclamado pelo coração e o socorro é bem-vindo por todos.
Muitos
então perguntam: “Onde está o anjo da guarda, o mentor ou protetor espiritual
desta alma tão sofrida que o deixou ingressar no mundo espiritual direto para a
escuridão?”
Eu
lhes respondo: Ao lado de todos, sempre!
Cada
um responde pelos seus atos e esta lei é a maior e mais bela forma de amar que
alguém pode doar! Amparar sempre e respeitar a escolha de cada um é amar de
todo o coração.
Quando
o espírito se prepara para a reencarnação, um ente amado se prepara para
acompanhá-lo. Ele ou ela, estará durante todos os anos de vida na terra e mesmo
depois do desencarne, daquele que fez a pequena viagem. Não existe descanso
neste trabalho. Uma longa e dedicada preparação é vivenciada por ambas as
partes para que isto seja possível. Os dois, o que viverá somente em espírito e
o outro que experimentará mais uma vez o corpo físico, sabem que o livre
arbítrio sempre será respeitado.
Muitas
vezes aquele que acompanha, invisível, sofre muito por o/a seu/a protegido/a se
recusar em acalmar a sua alma para poder ouvir os seus sábios conselhos e,
apesar de todos os seus esforços, fica a degradar a própria vida pelas escolhas
errôneas que o/a leva a equívocos sofridos e doentios.
Mas
este/a amigo/a espiritual nunca os abandona. Nunca desiste do compromisso
assumido. Não por obrigação, mas por puro amor, porque foi isto o que o
impulsionou a assumir o papel de protetor/a.
Muitas vezes chega mesmo a provocar algumas dores para impedir atos
insanos e quando isso acontece, é porque o/a protegido/a alcançou algum mérito
para poder receber esta ajuda dolorosa como um ato divino.
Meus
amigos e minhas amigas, decidam-se neste momento a ouvir a voz que lhes fala e
lhes indica um caminho iluminado. Esta voz não pode lhes obrigar a seguir por
esta ou por aquela estrada. Ela pode somente lhes indicar as possibilidades e
os efeitos de cada escolha. A decisão final será sempre sua.
Para
ouvir esta voz é necessário que silencie a sua alma. Pratique o silencio
interior e a evolução moral de tua alma a cada passo que deres. As melhores
opções que lhes serão intuídas podem não ser aquelas que almejam, mas podem ser
as mais adequadas para o momento.
Não se
esqueçam nunca de que tudo no mundo físico é passageiro e quando deixarem o seu
corpo material, encontrarão os efeitos de tudo o que cultivaram no planeta azul
e dele nada levarão, a não ser a pureza de tuas ações.
Muita
luz na mente e no coração de todos vocês para escolherem com lucidez, sabedoria
e muito amor.
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